Thursday, December 10, 2009

Escola joga livros no lixo!

Acabei de ler essa notícia no site da Abril.

Por José Maria Tomazela

Sorocaba, SP - Dezenas de livros, entre eles clássicos da literatura mundial, estavam sendo jogadas no lixo por funcionários da Escola Estadual Ernesto Monte, em Bauru, a 345 km da capital paulista. Os exemplares estavam acondicionados em sacos plásticos e parte deles foi amontoada na sarjeta da calçada da escola, na Praça das Cerejeiras. Alguns, parcialmente queimados, tinham sido lançados numa caçamba de entulho.

O fotógrafo João Roberto Alcará, de 49 anos, que passava pelo local, ficou intrigado com a cena. Ele fez fotos do que considerava "um descaso com a cultura" e interpelou os funcionários.

Ao verem que ele fazia fotos, os funcionários ainda tentaram arrastar os sacos para o interior da escola. Alcará apanhou alguns exemplares, entre eles o livro "A Escola dos Robinsons", de Júlio Verne, editado em 1938. Um manuscrito na capa indica que a obra tinha sido ofertada à escola, em 1939, por Antonio Garcia. O livro traz ainda o carimbo da biblioteca da escola.

(leia a notícia completa aqui).

Depois dizem que eu sou muito dura com meu próprio povo mas tem como não se indignar com um fato desses? Lembro que na Universidade (Federal do Amazonas - UFAM) tínhamos um zelo enorme pelos poucos livros disponíveis na nossa biblioteca porque sabíamos o pouco incentivo financeiro dado pelo governo federal para a compra de livros, especialmente em inglês, francês e até mesmo português - o curso de Letras é sempre minorizado mesmo, os cursos Medicina, Direito, Engenharia têm uma biblioteca vasta!
 
Se a própria escola não dá valor aos livros que têm, que importância à eles será dado pelas crianças? E isso foi registrado em apenas uma escola, imagina tantas outras que devem fazer o mesmo sem o conhecimento do público.
 
Absurdo!

1 comment:

Marco A. said...

Realmente um absurdo e descaso, não somente pelo livro de 1938 de Julio Verne, mas por todo e qualquer livro, o que é isso! Está parecendo o filme Farenheit do Truffaut.

Não creio que você está sendo dura demais neste caso, qualquer amante dos livros e da cultura de uma forma em geral, ficaria no mínimo escandalizado.

Quanto aos livros da Biblioteca da Faculdade (na época em que fazia), era um absurdo ver livros rabiscados, grifados, com "caretinhas" desenhadas, poxa! é só comprar um caderno, não custa tão caro e ai solta a imaginação.
Realmente uma pena este acontecido, com toda certeza me solidarizo com você.

Abraços Marco