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Saturday, July 3, 2010

Poema de Sábado

A boat, beneath a sunny sky
Um barco, sob um céu ensolarado
Lingering onward dreamily
Permanece assim como num sonho
In a evening of July-
Num anoitecer de Julho-

Children three that nestle near,
Três crianças que pertinho ficam
Eager eye and willing ear,
Olhos espertos e ouvidos abertos,
Pleased a simple tale to hear-
Deliciados por uma história simples ouvir-

Long has paled that sunny sky:
Aquele céu ensolarado se foi:
Echoes fade and memories die:
Ecos somem e memórias morrem:
Autumn frosts have slain July.
O frio do outono vem matando Julho.

Still she haunts me, phantomwise,
Ainda assim assombra-me ela, como um fantasma,
Alice moving under skies
Alice move-se sob céus
Never seen by waking eyes.
Nunca vistos por olhos acordados.

Children yet, the tale to hear,
Crianças ainda, para a história ouvir,
Eager eye and willing ear,
Olhos espertos e ouvidos abertos,
Lovingly shall nestle near.
Adoravelmente sentam-se pertinho.

In a Wonderland they lie,
No país das maravilhas eles mentem,
Dreaming as the days go by,
Sonhando enquando os dias passam,
Dreaming as the summers die:
Sonhando enquando verões morrem:

Ever drifting down the stream-
Para sempre as águas escorrem-
Lingering in the golden gleam-
Os raios dourados ficam-
Life, what is it but dream?
Vida, o que é ela senão um sonho?

(Poema final do livro Through the Looking Glass,
 de Lewis Carroll, pag. 239)

Monday, June 14, 2010

Alice's Adventures in Wonderland & Through the Looking-Glass (Lewis Carroll)

Decidi ler Alice's Adventures in Wonderland & Through the Looking-GlassAs aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho pelo óbvio motivo: o filme que foi lançado esse ano.

"Não podes?" falou a Rainha com voz de pena. "Tenta de novo: respira fundo, e fecha os olhos"
Alice riu. "É inútil tentar," disse ela: "ninguém pode acreditar em coisas impossíveis."
"Devo dizer que não tens muita prática," disse a Rainha. "Quando eu era da sua idade, sempre fazia isso meia-hora por dia. Eita, e algumas vezes eu chegava a acreditar até em seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã. E lá se vai meu chale de novo!" (pag. 176 - "Through the looking-glass)
Lendo o livro lembrei da observação da Cris do Crisalidades quando ainda na faculdade, de que o Lewis Carroll provavelmente tava drogadão quando escreveu Alice no País das Maravilhas (rs), porque, pelo menos no filme, as aventuras de Alice são dignas de usuários de alucenógenos. Intrigante! Mas hoje entendi de uma outra forma...

Acredito que Lewis Carroll tinha certo conhecimento dos Estágio do Desenvolvimento Infantil, apesar que sua vida foi cheia de controvérsias e até hoje não se sabe se ele realmente foi usuário de drogas e seu relacionamento com crianças, Alice apresenta todas as características de crianças da sua idade, a criação do mundo imaginário é um deles, o falar sozinho é outro - ajuda no desenvolvimento da linguagem, é como uma auto-afirmação. Tenho visto muitas Alices na escola em que faço trabalho voluntário, noto muitas similaridades com as aventuras de Alice durante nossas peças dramáticas. Crianças aprendem através de experimentos, do fazer para aprender, o que acontece com Alice no livro "Through the Looking-glass / Através do espelho"

O que senti falta em todas as versões do livro para o cinema, foi a inclusão de poesias, há poemas engraçadíssimos em ambas as histórias que li, fora que os diálogos que Alice trava consigo mesma e com seus gatos são hilários e não tem filme que consiga adaptar isso. Achei interessante como o Tim Burton adaptou parte da história do livro "Through the Looking-glass" na nova versão de Alice, apesar que seria engraçadíssimo ter incluído na nova versão como os eventos ocorrem no mundo "através do espelho" e incluído o personagem do cavaleiro inventor, digno de muitas gargalhadas.

"(...) Bem então, os livros são parecidos com os nossos livros, apenas as palavras são escritas do lado errado: eu sei disso, porque eu segurei um dos nossos livros em frente ao espelho, e então alguém segurou um livro do lado de lá também" (pag. 131, Through the looking-glass)