Showing posts with label a cor do invisível. Show all posts
Showing posts with label a cor do invisível. Show all posts

Saturday, February 2, 2013

Poema de Sábado... para Valentina

Um retrato

Seus olhos grandes, redondos e pretos
Tempos depois ainda ficavam pregados na gente
Como botões...

Mario Quintana 
(A cor do Invisível, pag. 25)

Saturday, March 10, 2012

Poema de Sábado

Hoje é outro dia

Quando abro cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
Numa página nova...

Mario Quintana,
A cor do invisível, pag. 21

Saturday, March 3, 2012

Poema de Sábado

Essa lembrança que nos vem

Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbida
que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança... mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa, 
mas de alguém que, pensando em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! tão perdida
que nem possa saber mais de quem!

Mario Quintana
A cor do Invisível, pag. 112.

Saturday, December 3, 2011

Poema de Sábado

Fosse o mundo um paraíso

Fosse o mundo um paraíso...
— paraíso de verdade! —
morrerias sem saber
o que é a felicidade...

Mario Quintana
A cor do invisível,
pag. 105

Saturday, June 11, 2011

Poema de Sábado

A viagem

Como é bela a asa em pleno voo...
Uma vela em alto-mar...
Sua vida - toda ela! - está contida
Entre o partir e o chegar...

(Mario Quintana,  A cor do invisível
pag. 103

Saturday, May 28, 2011

Poema de Sábado

O Poema

O poema
essa estranha máscara
mais verdadeira do que a própria face...

(Mario Quintana,    
A cor do Invisível, pag. 37)

Sunday, April 10, 2011

Poema de Sábado (no domingo)

O bailarino

Não sei dançar.
Minha maneira de dançar é o poema.

(Mario Quintana, A cor do Invisível, pag. 82)

Saturday, April 2, 2011

Poema de Sábado

Jardim Interior

Todos os jardins deviam ser fechados,
Com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar
sozinha
entre os vermelhos dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente.


(Mario Quintana, A cor do Invisível
pag. 31)