Thursday, October 8, 2009

By the Light of my Father's Smile (Alice Walker)

Comprei By the Light of my Father's Smile - Pela Luz do Sorriso de meu Pai, em português - por causa do título, dizem que não se deve julgar um livro pela capa (literalmente!) mas julguei que seria interessante e me decepcionei!

A história é narrada pelo Sr. Robinson, pai de Susannah e Magdalena. O detalhe é que Sr. Robinson faleceu de ataque cardíaco, e é durante seu enterro que a história começa, então a história é contada por um "narrador-fantasma", se é que isso existe! (rs)

O início é interessante - Sr. e a Sra. Robinson são antropólogos e ateus mas aceitam trabalhar como pastores de uma igreja numa cidade do México chamada Mundo, com o simples propósito de usar o dinheiro da igreja para estudar a cultura daquele povo.
Susannah é a doce e amigável filha, sempre teve uma forte ligação com o pai e Magdalena é o oposto - selvagem, obstinada, impulsiva. A hipocrisia do pai não foi o problema, o que afetou Magdalena e Susannah foi o fato de que o pai, sempre amoroso e amigável, acabou se transformando em um puritano e num desses ataques, espancou Magdalena por desconfiar que a filha esteria se relacionando com Manuelito. Esse é o ponto da história que muda o destino de todos os personagens.
Magdalena cria uma aversão ao pai e se indigna com a mãe por não tê-lo deixado após o ocorrido, por mais que Susannah tente perdoar o pai, Magdalena faz questão de sempre lembrar seu trauma e evitar a reaproximação da família.

Para preencher o vazio da infância perdida, Magdalena usa a comida, a armagura a torna vazia e solitária. Susannah não consegue criar raízes, está sempre a procura de algo que a preencha. Quando o livro começa, ela está casada com Petros (seu marido grego) mas logo se divorcia e engata um romance homossexual com Pauline, o que também não dura muito tempo e no fim acaba casando com o cunhado (irmão do ex-marido).

Sr. Robinson, narrador onipresente, e ao que tudo indica onisciente, narra desde as expressões de Susannah durante seu velório às relações sexuais da filha com o ex-marido e Pauline...

A autora então, mistura superstição com espitirismo, e ainda faz apologia à maconha enquanto prega suas ideologias políticas nas entrelinhas!
"A erva perfeita, na minha experiência,
disse Susannah, é sempre plantada por mulheres. Sempre plantada com amor. É uma planta que responde aos sentimentos" (pag. 173)

Decepcionante!

Extremamente decepcionante pra quem leu Alice Walker em "The Color Purple" - A Cor Púrpura, não dá para acreditar que ambos os livros são de mesmo autor.

A mensagem que a autora tenta passar se perde entre tantos assuntos alheios adicionados aos diálogos e faz o leitor perder o foco da narrativa.

Não recomendo!

1 comment:

Mariane said...

Oi Ju...

Passando por aqui para lhe desejar um ótimo final de semana!!!

Bjinhus :)